Oficina de Pensamento é como nomeamos os encontros onde nos propomos a conversar, pensar, elaborar, se aproximar de… algumas coisas. Sim coisas. Mais do que autores, teorias ou textos específicos experimentar “comos” e maneiras de organizar o pensamento. Ano passado, as Oficinas de Pensamento aconteceram a partir de mostras de processo, tomando as obras que estavam em criação como pano de fundo. Agora, com outro fôlego e talvez olhando pra um outro rumo nos colocamos num exercício livre de produzir conhecimento a partir do que cada um “sabe”, do que tem nos cruzado, a partir de onde estamos e do que estamos fazendo. A partir de algo trazido e colocado pá na mesa como possibilidade.
Marcelo nos traz como start um jogo de livre associação. Em círculo cada um diz palavras aleatórias, estabelece relações possíveis e vai combinando os sentidos. A partir daí identificamos os assuntos que rodaram entre nós: religião – política – doença – teresina – nomes/mitos – sexualidade – espaços – 1000Casas – núcleo – corpo – violência – morte. E que lógicas estavam instauradas nesse jogo?
Listamos que nosso discurso se construía as vezes por uma lógica:
1.contrária > dualismo (maniqueísmo)
2. complementar
3.direta > a partir de uma automatismo
4.imagética > metáfora + projeção + idealização
5.causa e efeito > lógica determinista
6.localidade > discurso circular + pertencimento + ironia
7. recorrente > sublinhação do outro + automatismo + escuta deficiente
8.desistência > caráter conclusivo
Com esse reconhecimento anotado no quadro, depois de muito café, bolo, melancia tomamos capítulos do Antropologia do Corpo e Modernidade (David Le Breton) como iscas pra testar essas lógicas. Simplesmente ler, ouvir, ler de novo, e conversar a partir do que cada um apreendia, guardava. Um papo leve que passeou pelo teatro anatômico, capitalismo, idade média, Texas, bbboy, casas do dirceu e corpo.
As Oficinas de Pensamento estão abertas a quem quiser participar, a principio, sempre às segunda-feiras a noite (19h).