Oficina de Pensamento

Por: às 12/07/2011 13:48:14

Oficina de Pensamento é como nomeamos os encontros onde nos propomos a conversar, pensar, elaborar, se aproximar de…  algumas coisas. Sim coisas. Mais do que autores, teorias ou textos específicos experimentar “comos” e maneiras de organizar o pensamento.  Ano passado, as Oficinas de Pensamento aconteceram a partir de mostras de processo, tomando as obras que estavam em criação como pano de fundo. Agora, com outro fôlego e talvez olhando pra um outro rumo nos colocamos num exercício livre de produzir conhecimento a partir do que cada um “sabe”,  do que tem nos cruzado, a partir de onde estamos e do que  estamos fazendo. A partir de algo trazido e colocado  pá na mesa como possibilidade.

Marcelo nos traz como start um jogo de livre associação. Em círculo  cada um diz palavras aleatórias, estabelece relações possíveis  e vai combinando  os sentidos.  A partir daí  identificamos os assuntos que rodaram entre nós: religião – política – doença – teresina – nomes/mitos – sexualidade – espaços – 1000Casas – núcleo – corpo – violência – morte.  E que lógicas estavam instauradas nesse jogo?

Listamos que nosso discurso se construía as vezes por uma lógica:

1.contrária  > dualismo (maniqueísmo)

2. complementar

3.direta >  a partir de uma automatismo

4.imagética  > metáfora + projeção + idealização

5.causa e efeito > lógica determinista

6.localidade > discurso circular + pertencimento + ironia

7. recorrente > sublinhação do outro + automatismo + escuta deficiente

8.desistência > caráter conclusivo

Com esse reconhecimento anotado no quadro,  depois de  muito café,  bolo, melancia  tomamos capítulos do Antropologia do Corpo e Modernidade (David Le Breton) como iscas pra testar essas lógicas.   Simplesmente  ler, ouvir, ler de novo,  e conversar a partir do que cada um apreendia,  guardava.  Um papo leve que passeou pelo teatro anatômico, capitalismo,   idade média, Texas, bbboy,  casas do dirceu e corpo.

As Oficinas de Pensamento estão abertas  a quem quiser participar, a principio, sempre às segunda-feiras a noite (19h).



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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Comentários

  • L.H.: A peteca caiu mesmo. Também sinto parecido Eli. E acho muito preciso algumas de suas colocações. Mas quero...
  • Elielson Pacheco: Me sinto meio idiota no momento. E fico pensando qual é o ponto do desmoronamento que tem que ir...
  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
  • weyla: Hoje conversando com minha avó ela me disse que não queria mais comprar roupas porque tava perto de...

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