Ofiiiiiiii…de Pensaaaaa….toda segunda de 2012.

Por: às 27/01/2012 09:07:00

Corpos em torno de uma mesa.  Associação de palavras, aquecer o juízo.  Imprimir um ritmo. Bater….bater na xícara, na perna, com a caneta, com a mão, com o caderno. O jogo de associação de palavras virou um percussão de sentido. Gritar, mover, suar. No beat,  todo mundo cria o sistema. Não importa acertar, é apenas manter a conexão. Se conectar com o lado mais animal…

Individualidade/personalidade X disponibilidade na roda….. estar junto pode ser mais perto de um  desfrute do que uma preocupação em  conseguir estar conectado. E se a gente tentar entender  performatividade por esse viés? Contaminação, afetação.. .seria uma performatividade contagiante?

 

BAIAR NO TERREIRO

Como tirar a idéia de perfomatividade de mim….(detentor de algo) e deslocar para algo além de mim, para uma acontecimento. Para um lugar que não possui possuidor..UM possuidor…apesar dessa performatividade depender da minha total responsabilidade , do meu engajamento, ela é o meu entorno, ela está no ar, no espaço, ela se instaura.

O que djuabo é a terceira perfomatividade???? Tem a ver com essa disponibilidade, desconfiamos.  Marcelo, nos traz como idéia-assunto-imagem INCORPORAÇÃO… macumba… será que esses conceitos  não emprestam um tipo de performatividade, ou entendimento? Um tipo de colocação do corpo?  A disponibilidade do corpo em açao em função de…. um acontecimento, de uma experiencia.

Transe e ritual. Perfomatividade relacionada à presença e transcedencia.Todo ritual tem como elemento uma preparação. Como seria baiar no 1000 Casas, por exemplo?

Um terreiro é um contexto: ate que ponto eu posso acordar de manha acordar e fazer uma casa, porque tenho minha ação já há um ano…ate que ponto a gente nao tem ta no lugar do jogo de futebol, do lutador de MMA? Que tem um objetivo preciso e um certo condicionamento físico…. e vai lá e faz.

Será que que a gente não pode pensar nos “cavalos”que  emprestam o corpo pra um outro tipo de experiência?  É muito místico?Energia, corpo vibrátil…se dar conta que parede, corpo e molécula tá tudo junto…

 

PERFORMER E PÚBLICO

Espreitar algo….já existe uma excitação e satisfação em si, ja é uma conquista, nao precisa acertar conseguir. Pode-se ficar ali, sem  necessariamente um objetivo final. Espreitar é mais aberto. Tentar um modo operandis de performatividade que seja por ai?

Alguém  pode pergunta:  será que a relação de poder  instaurada  onde o publico é presa (cobra e rato) nao é a que queremos…. ? Isso é perverso? Mas não será melhor do que o artista como pedinte? Afinal o que a gente quer comer, não seria o o outro?

Até certo ponto, usufrui mais quem tem  ”um” poder. Mas essa  relação as vezes se inverte…..uma dia é da caça outro é do caçador.

Tudo que a gente faz tem incluído um jogo de poder ( o finado michael já disse isso). Relação entre homens sempre passa por poder.  A questão é : que tipo de poder a gene que exercer…a madonna exerce um tipo de poder.   Madonna fala de filhos, amor e poder (revista).  A idéia de poder usarda pelo Mao Santa..não é o que a gente quer.

O importante teórico da contemponraneidade, Peter Parker (o homem aranha) já dizia “grandes poderes trazem  grandes responsabilidades” .

O público como presa.  Significa coloca-lo num lugar de fragilidade em que eu posso mata-lo e come-lo….ou não. A espreita é só uma tensão que se estabelece e a natureza ja esta organizada nessa lógica….  será que isso não provoca uma mudança? Como nos bichos, será que não é lugar aí de presa onde são expelidos os fluídos, lançados os espinhos, que as penas se levantam, que o  camaleão muda de cor,  no momento de vulnerabilidade?  Eu posso colocar o publico aonde?

Nem toda presa é vitima. Podemos relativisar isso. O gato nasce pra desejar um rato. O rato é vitima? Por que?  Um vitima, só se faz vitima, quando  recebe um poder que a dilacera, como por exemplo a relação que se estabelece entre condenado e carrasco.

DOCUMENTALIDADE

Ritmo, imprimir um ritmo. O tempo corre. Oficina de Pensamento – 23  janeiro 2012.



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Quem Somos:

Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

Comentários

  • cipó alvarenga: o problema é que falamos muito através de metáforas e de exemplos que estão bem fora do que a coisa é...
  • Jell: rsrs acho que sofrer um pouco com esse dilema me mostra que tou vivo… acho que dá pra ser feliz mesmo...
  • Jell: se eu fosse só no mundo, acho que eu não gostaria de ser artista ou banana na penca. penso que tou mais pra...
  • Layane Holanda: Rossi queridona, boa tua visita, demais. Vamos conversar mais pelo face. Bjo do calor. =)
  • cipó alvarenga: acho que o texto está muito organizado em tópicos e não aprofunda muito o que pode aparentar uma...

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