Pirâmide, música, vento no cabelo e queda é ESPETÁCULO. Conseguir é ESPETÁCULO. Aqui o corpo se apresenta num antes, na tentativa do alcance de algo possível. O que faz uma obra é apenas uma fórmula precisa? Arranjo de escolhas + confirmações? Desconstruir e refletir sobre a idéia de um espetáculo pode ser espetacular?
ESPETACULO SPOT 1 by layaneholanda
Olha o serviço:
ESPETÁCULO é o resultado cênico da pesquisa originalmente intitulada “corpo radiografado”. A radiografia foi o ponto de partida conceitual do trabalho. Ela foi tomada como metáfora para falar de mobilidades e imobilidades, concretas e subjetivas, por sua característica de olhar por dentro, mostrar o que está por baixo, detectar problemas. No decorrer do processo, feito em colaboração a 8 mãos, a dificuldade de se criar algo junto, as expectativas diferentes e os desencontros tornaram-se radiografias de outras questões: Por que não estamos conseguindo fazer algo juntos? Vivemos o tempo todo sob a condição do acerto? Um corpo que dança precisa conseguir fazer certas coisas?
ESPETÁCULO surge então entre conseguir e não conseguir, a partir do reconhecimento de que é possível gerar uma obra a partir de um lugar (potente) de fracasso, a partir da tentativa de fazer algo junto, de estar em coletivo.
Mostrar uma coisa que não é espetacular como ESPETÁCULO traz algumas questões: Qual o lugar e a função do espetáculo hoje? O que é e o que pode ser espetacular? Como uma coisa que não é dança passa a ser dança? É no contexto em que ela se realiza? É o modo como ela é feita? Os criadores – Elielson Pacheco, Janaína Lobo, Layane Holanda e Cipó Alvarenga integrantes do Núcleo do Dirceu – propõem pensar em coreografia com as regras e a lógica de funcionamento de um comportamento, onde o corpo está e não pretende ser muito mais do que é, onde o comprometimento com ações banais é na verdade uma articulação de sentido e forma.
FICHA TÉCNICA:
CONCEPÇÃO CRIAÇÃO E INTERPRETAÇÃO: Cipó, Elielson Pacheco, Janaína Lobo e Layane Holanda
COLABORACAO NA PESQUISA COREOGRÁFICA: Cristian Duarte
MÚSICAS: Golden Oscar;The Ride of the Valkyries; Fly me to the moon; Help; Ya Mahalem;O Guarani;
DESIGN DE LUZ: Gualberto Jr.
DESIGN GRAFICO: Áureo Jr.
FOTOS: Valério Araújo
PRODUÇAO GERAL: Regina Veloso
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Weyla Carvalho
AGRADECIMENTOS: Marcelo Evelin, Projeto CoLABoratório, Denise Stutz, Luana Vascons, Sérgio Donato, Lenora Lobo e Grupo Harém de Teatro.
APOIO: Eugenio Fortes Academia, Espaço Cultural Trilhos
REALIZAÇAO: Núcleo do Dirceu
DURAÇÃO: 50 CLASSIFICAÇÃO INDICATIVA: Livre
Este projeto foi contemplado com o prêmio Funarte Klauss Vianna de Dança/2008 e o SIEC -Sistema Estadual de Incentivo a Cultura do Piauí/2009. Sua primeira célula coreográfica foi desenvolvida dentro do projeto coLABoratório em Teresina (PI) e apresentada no festival Panorama de Dança 2009 (RJ). ESPETÁCULO contou com a colaboração dos coreógrafos Cristian Duarte e Marcelo Evelin.
15 de agosto de 2010 em 1:28
Estou acompanhando esse trabalho desde a apresentação em Cuiabá (uma das estréias, antes de Teresina), e percebo a cada sessão uma emoção diferente, tanto minha(como espectadora) como nos intérpretes que me garantem um frescor.
Penso muito neste lugar ok cênico,na dança milimetricamente posicionada,
no lugar que estou como artista, como cidadã, no acerto e em ser melhor.
Sei que é uma fase inicial, e pode-se dizer: é assim mesmo, estão amadurecendo, daqui há algumas apresentações eles amarram. Porém acho que, na ideia do espetaculo, aí surgem outras questões: A obra é sempre um começo, meio e fim como um filme que tá tudo gravado não tem como mudar? O espetáculo é um espetáculo? Por que a gente quer garantir que vai dar tudo certo ( cênicamente) mesmo contando com aqueles momentos de “improvisação”?
Tô na cola, acompanhando direto dos bastidores.