Vamos nos propor a seguinte imagem: com um olho de satélite, escolha uma area de 6 quadras ( quarteiroes ). Imagine que essas seis quadras sejam um filme, onde em cada quadra, ocorrerá 5 sequencias desse mesmo filme, totalizando um filme de 30 sequencias, ou seja, 30 projeções. Para que as 6 quadras sejam um filme, é necessário que as 30 sequencias/projecoes, tenham uma coerencia dramaturgica entre elas, processo esse desenvolvido na montagem, na continuidade, e na associacao entre uma sequencia/projecao e outra. Há um desafio ai de propor 30 pequenos filmes, onde ao mesmo tempo, cada um deles faca parte de um todo, como uma peca essencial de um quebra cabecas, mas tambem possa ser independente, sem a necessidade inprescindivel que se veja a sequencia seguinte, ou a anterior para que se possa “entender” o filme.
No filme a Idade da Terra, dirigido por Glauber Rocha e baseado em poema de Castro Alves. Rompe com o paradigma da logica convencional de montagem e continuidade. Nesse filme, Glauber propoe um filme com sequencias de livre associacoes entre elas, dizia ele que aquele era um filme que nao importava a ordem das suas sequencias, chegando inclusive a enviar as salas de montagem, latas de A Idade da Terra com estruturas de montagens e edicao completamente diferentes entre elas, dependendo do cinema onde o filme fosse exibido. Esse assunto pede um maior aprofudamento no seu estudo.
No proximo post, abordarei o assunto COMPORTAMENTO DA CAMERA, que vira a ser determinante do nivel performatico desse estudo, abordando como referencias principais, topicos dos livros A Imagem e o Humano e O olho Interminável, de Jacques Aumont, teórico francês de cinema.
12 de fevereiro de 2011 em 5:24
fábio, como tu vê a casa/pessoas dentro da tua abordagem?
13 de fevereiro de 2011 em 0:59
Eli, preciso mesmo ter contato com as pessoas, ainda nao sei, mesmo teoricamente, como sera essa abordagem junto a pessoa, que a mim, e o mais importante nessa proposta…tenho estudado o minimanual do guerrilheiro urbano, que aponta muitas abordagens do guerrilheiro urbano junto ao povo, e apontando-os como parte importante e integrante de uma revolução urbana,tentando estabelecer estrategias de transforma-las em metaforas de abordagens na proposta q aponto, além de estar estudando as questoes apontadas pelo filosofo e teorioco de cinema frances. relacionadas a imagem e o humano, jacques aumont..mas ainda, sinceramente nao sei como sera esa abordagem..mas acredito que filosoficamente, a casa reflete o interior das pessoas que nela vivem…vago ne??
14 de fevereiro de 2011 em 4:33
vago não.
é pq particulamente achei mais difícil ver a pessoa/ casa na tua proposta.
isso do guerrilheiro urbano parece bem interessante.
quais são as estratégias que esse minimaual apresenta?
fiquei curioso!!!