O caos com espaço e tempo para o espectador. Claro. Envolvente. Ops! Alguns mistérios, etc.
A secura e a precisão de alguns gestos interrompem a fluidez das elaborações coreográfica e de sentido naqueles corpos expostos na caixa cênica preparada para nos abocanhar assim que entramos na casa de espetáculos.
17h42m. Coração de Jesus. Minas Gerais.
Corpos borrados por fachos de sombra e luz, frestas, visores de celulares e alguns vultos ou sombras, como quiser, que passam diante dos meus olhos e das outras pessoas ali sentadas. 18 de julho de 2009.
Morro do Cristo, do ócio, do sexo, de um belíssimo por do sol e de outros episódios inadequados para muitos e hilários para outra parte daquela gente.
Corpos apoiados uns nos outros, nos recorre à fragilidade implícita em nós em contraponto a nossa força. A referência é a vulnerabilidade do homem diante da sua autodestruição que ocorre no processo de avanço científico, tecnológico e biológico. Corpos que não suportam a opressão social, fome cultural, a burocracia e os péssimos e muitos atores políticos, o lixo luxuoso que produzimos mesmo quando dormimos ou morremos.
À noite muita coisa parece ser o que de fato não é. Durante o dia isto também acontece. Existe “borrão de visão”, cito Maquiavel numa das cartas que escreveu e transcrita na última edição da revista Piauí. Percebo que a feiúra é seu assunto, contudo arrisco no uso da citação, alterar, ampliar, deslocar e aplicar outros verbos, em favor da pátria.
As observações surgem de pontos diferentes e se convergem no pensamento, na escrita, no corpo, na fala, na atitude e nos detalhes que por vezes nos sucumbe.
Uma cidade de noventa e sete anos? Uma dança carioca? Contemporânea?
Isto é o barro que vai para A PANELA DO TAPUIA. Neobrasileiro, de pés tortos, desdentado, que come o que não gosta e reclama da preguiça alheia.
Este corpo é uma suposição ou barro queimado no forno perdido do tempo.
marber ramos
20 de julho de 2009 em 21:25
ô Marber Luiz,
que saudade, tanta ,tanta saudade.
temos muito o que fazer ainda, espero que logo nos encontremos.
bju
Weyla
20 de julho de 2009 em 21:25
ô Marber Luiz,
que saudade, tanta ,tanta saudade.
temos muito o que fazer ainda, espero que logo nos encontremos.
bju
Weyla