Pensando sobre Performatividade, Estado de Suspensão/Sítio, na coisa do boiar e no monte de inquietações que tenho tido há alguns dias.
Que dança é essa que se quer fazer, será se se está chegando em algum lugar? Estar a se tentar, mas, que lugar é esse? Penso que talvez tenha um lugar-estado de ser que é bem difícil chegar. As vezes me pergunto se quando estou na tentativa de perfomar se estou sendo e sendo o quê naquele momento? em como me configurar com o lugar-local e com a (as) pessoa (as) e com tudo mais?
Não consigo enxergar o que estar boiando, se é que alguma coisa tá boiando. Acho que eu é que tô boiando nessa história toda. O que consigo entender bem é o estado de suspensão/sítio, pois me sinto exatamente sem chão, suspenso.
Acho que aos poucos e bem devagar começo a entender a coisa da performatividade, o difícil é a não separação, é o ser fazendo ao invés de fazer pra ser. Praticar o que se é, pelo menos naquele momento é bem mais inquietador e complexo do que ensaiar uma coisa que se cria e não se é.
Agora, entre 11h e 11h 19min, tava pensando, ali parado no chão, as vezes em pé, as vezes de cócoras ou deitado, que vir e ficar aqui no galpão pode ser um lugar pra se exercitar o “SER”, “O SER O QUE SE É” naquele devido lugar e momento, pois como uma colega de trabalho me disse irônicamente um dia desses, “CADA UM SABE A DOR E A DELÍCIA DE SER O QUE É…”