Hoje me filmei tocando por 11 minutos, e percebi um monte de coisas enquanto tocava. Percebi que nos primeiros minutos eu me colocava em um estado de atenção em relação à execução. Fiquei me perguntando se realmente era só tocar algo e se manter ativo e presente nessa ação que classifico como básica para mim enquanto músico ou se era o caso de eu poder levar em conta os estados de desatenção e mecanização, de monotonia e atividade. Sem querer eu me pegava tocando e pensando em coisas que não tinham uma relação direta com o que eu estava fazendo, resumindo, eu praticamente automatizava esse ritmo em meu corpo para dar um espaço para pensar em coisas como problemas pessoais, coisas que tenho que fazer e que não tem uma relação totalmente direta com essa idéia de performance. Permanecer – algo que se amplia em meu conceito e que me gera uma série de questões que ainda tenho que enumerar de forma mais clara e objetiva. Mas estou escrevendo sobre, um brainstorm, uma tentativa, uma busca que pretendo tornar mais clara.
Outras pessoas também estão envolvidas nesse momento de criar, de conhecer algo que se descortine de um processo como uma possibilidade para esta permanencia…a resistencia do corpo insistindo em fazer arte. Eu aqui, a Wilena e a Bebel alí, o Alê, a Cleyde e o César acolá, a equipe do Shopping bem ao meu lado, o Jacob lá, o quarteto Jana, Layane, Cipó e Elielson, Izaká, Helen, Fábio e eu esgarçando e aprofundando o conceito do Mefisto Brasileiro, a Soraya em seu solo também…
Criando num mesmo espaço, trabalhos diferentes, pessoas diferentes…
Tá sendo bom …
.:fagão:.