Pontos + Internet – Pra que a nossa soma são dê em reticências

Por: às 09/03/2010 08:15:00

Algumas das falas do Teia Piauí 2010, que aconteceu nos últimos dias 4, 5 e 6 deste mês de março, me ajudou a arrancar dos editais e releases, uma perspectiva diferente pro desenvolvimento do trabalho como Ponto e Pontão de Cultura que vai ser realizado nos anos que seguem.

Acho que o primeiro ponto positivo foi entender detalhes de como pode ser construída a relação entre o Ponto e o Pontão. Ou melhor e – paralelo ao que o Pontão já prevê -, como o Núcleo do Dirceu pode estar aberto para trocas de experiências e orientações para os aproximadamente 112 Pontos destrinchados por todo o Piauí. Nada de surpreendente se fincarmos que a natureza da relação do trabalho é essencialmente colaborativa. Mas então onde está o ‘novo’?

Fácil apontar que na mesa de apresentação de propostas do Pontões, as palavras sobre as adversidades ‘bônus’ que o Washington Gabriel ‘WG’ reservou, mataram a pau a questão que fecha o último parágrafo. As aspas de WG, representante de Preto Goez Vive, apontam que maiores desafios e tropeços de todos os Pontos estão na parte prática da execução dos trabalhos.

Improvisação e criatividade são então bons curativos pra pequenas falhas e contigências e aparecem em um processo bem costurado e pensado. O prático nunca é igual o teórico. O real é sempre além do planejamento.

Tendo em vista isso, cabe lembrar das palavras da Tarciana Portela, da Regional Nordeste do Ministério da Cultura, que bateu ‘Novas Mídias’ um campo frutífero e vastissimo que pode ser aproveitado pelos pontos. Discurso que acabou antecedendo as falas do Marcelo Evelin que tanto puxaram os presentes para um convite aberto para consumir o blog e o novo site do Núcleo do Dirceu (que logo sai oficialmente).


Investir em internet é essencial. Os caminhos que a mescla de audio, imagem, texto e interatividade podem levar uma produção artística e pedagógica são infinitos. Mas ok, é indiscutível dizer que a verba do Ponto não é suficiente pra colocar grana na criação de um site para os 112. Mas existem possibilidades baratas, quando não, gratuitas. As básicas, mesmo. Emails, mensageiros instantâneos (msn, yahoo messenger) e criação de blog nas plataformas gratuitas (blogspot e wordpress). É tudo muito intuitivo, fácil de usar. E válido.

Mesmo pra quem não trabalha com uma proposta que tenha um conceito criado PARA internet, ela funcionando na comunicação entre os Pontos é um dos caminhos mais rápidos e práticos para que os pequenos grandes obstáculos diários sejam resolvidos. Em outra ponta, ela também é crucial para servir de histórico do trabalho que está sendo realizado. Uma janela para sociedade, e um grande portifólio para angariar novas formas de manter o trabalho.

Acho que esse post se resume a uma pequena (grande) mensagem de apoio a todo mundo que vai se dedicar esse ano, com suas particularidades e missões específicas, a fazer um trabalho artístico e social no estado. De ponto em ponto, de Ponto para Ponto. Estou e estamos aí, a disposição.

ps: É trivial, mas espero que tenha servido a você, leitor e membro de algum Ponto.

ps2: + sobre a TEIA 2010 aqui , aqui e aqui também.

Qualquer coisa, sempre, email-me: igorprado1@hotmail.com


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5 Comentários

  1. azarsel disse:
    9 de março de 2010 em 9:47

    Rapaz a TEIA me deixou um pouco mais confunso e triste por alguns aspecto:
    1 Pessoas que conheci na minha epoca de M.E. não mudaram mesmo após 15 anos…continuam com um ar de imposição tentando obrigar a todos a seguirem suas verdades e tentando vetar discurssões;
    2 Demorei pra assimilar a diferença básica de PONTÂO pra ponto, mas agora pontinho continua sendo novidade…


    Responder
  2. Igor Prado disse:
    9 de março de 2010 em 10:01

    Pra mim, o ponto negativo é: Acho que a autonomia e não interferência que o Governo Estadual e Federal pregam na produção esbarra na burocracia. Burocracia que a Teia, realizada por eles, não nega como uma das maiores pautas do próprio encontro.

    Vide, exemplo óbvio, o atraso na liberação dos recursos. E o discurso pontual e seco do Marcelo em relação a isso.

    Estou esperando a Regina retornar da etapa nacional pra conversarmos mais, vê quais os desenrolos do lado de lá. Aí dá pra bater o raio-x sobre essas questões, em texto.

    Mas entendo teu ponto em relação aos FORMATOS do que se propõe. Embora eu compartilhe de algumas posições parecidas, sou mais otimista. Pra mim um coletivo com o perfil do Núcleo ter sido aprovado é uma mudança de mentalidade por parte das bancas, dos gestores.

    Se eles botam tanta pilha pra formação de TEIA, eu vejo sim um conexo entre essas linhas de raciocínio e interesses a nível estadual e nacional (público e privado).

    Aqui, com uma carga bem maior de atraso.

    Mas a gente muda as coisas.


    Responder
  3. Igor Prado disse:
    9 de março de 2010 em 10:05

    Mas voltando ao foco do texto:

    Pontos, procurem o máximo de ferramentas possíveis de sustentabilidade no do-it-yourself. Seja de imagem, criação ou reprodução de trabalho.

    Acho que a mentalidade do 'emergencial' e essas tentativas de economizar e simplificar ao máximo na troca de experiências sobre pequenos grandes problemas corriqueiros é algo que não dá pra abrir mão!

    FUERZA


    Responder
  4. L.H. disse:
    9 de março de 2010 em 16:31

    Ueba! Bom vê vcs por aqui meninos.]

    Pois é Danilo, senti no encontro que as discussões na TEIA ainda nao conseguem se aprofundar. Por exemplo essa discussão básica sobre diferenças entre Ponto e Pontão.

    De um modo geral, e até na fala de quem já era pontão, parece que é só aumentar a proporção. Seguindo a logica do "aquilo que faço com 5, agora faço com 30". E aí é só incluir outros POntos de Cultura como foco. Achei estranho.

    Fiquei triste com a persistente falta de logistíca da produção, em coisas simples, como seguir a programação e o horário, ou alavancar a conversa pra se otimizar o tempo (tipo se eu tenho um computador com internet aberto a consulta, lá, nao precisa de tanto informe, nem da leitura de listas).

    E fiquei sem saber como sugerir uma organização para as instancias de discussão. Porque é preciso separar as coisas práticas de formulario, as duvidas de quem ainda esta começando, os questionamentos de quem já é ponto há algum tempo, e por fim, ter um espaço especifico pro debate, mais reflexivo, de ponto de vista mesmo.

    Porque mesmo tendo mesa com temas, as outras necessidades vao cruzando a conversa e a gente nao consegue muito debater e construir um pensamento coletivo. Fiquei com a sensação de que ainda esta um pouco misturado. Mas é assim mesmo, é um processo.

    Mas tambem fiquei muito feliz, com alguns encontros, como o ponto de cultura de miguel alves, com a fala do TT Catalão representante do MINC e com a discussao que pegou fogo na manha de sabado sobre pirataria (hahaha).

    Sobre isso ainda tenho que fazer um post.

    beijos.
    ;P


    Responder
  5. Igor Prado disse:
    9 de março de 2010 em 22:24

    valeu pelas hiperlinkagens e pela foto!


    Responder

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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

Comentários

  • ju: Muito bonito! Tem muito caldo nessa idéia de baiar e exceder a individualidade a partir de um ambiente gerado por...
  • Kayoo': Muito Bom Muito Lindo e Muito “Estigador “
  • Layane Holanda: pois é tem um tom meio “bacaninha” mas sabia que eu gosto da cara de pau, é meio...
  • L.H.: que lindasssssss……so peguei os vestigios, comentários e impressoes da tarde. Que lindo o...
  • Jell: o massa é que tem imagens que acho que por si só já me abrem outras imagens dentro delas(mesmo sem manipular no...

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