Projeto Inlinhado
O projeto é uma retomada do Sotaque e Protetor Solar, que pra mim ainda não está de fato finalizado. E as questões que estão ali continuam me interessando, talvez não da mesma forma, mas me interessam. Para voltar neste processo, a via de entrada será a produção de um ensaio fotográfico, com a colaboração da Layane, Izaká e Elielson. E uma colaboração mais pontual do fotógrafo/arquiteto Valério Araújo.
A idéia inicial é trabalhar com a tradução e a incorporação da cidade. (depois de incorporar a casa, incorporar a cidade)
Inlinhado como a mistura e o cruzamento das linhas da cidade e do indivíduo, um está inlinhado no outro, pois é o uso que faz da cidade um organismo vivo e o lugar é incorporado por seus frequentadores.
Fotografar lugares simbólicos, emblemáticos, típicos da cidade e isso quer dizer entrar na discussão do que é ou não representativo de um lugar e por quais motivos. Pode ser como construção, por um uso específico, costume, afetividade e muitos outros aspectos. E depois “traduzir” este lugar em outra foto, a minha tradução daquele lugar.
Por enquanto este ensaio é mais um procedimento para entrar no trabalho do que exatamente um resultado, uma pesquisa estética e física também, um outro olhar de uma dança. Mas ao mesmo tempo tenho visto que o solo pede um “lugar” diferente. Não sei ainda como é este lugar cena, mas talvez não seja tão clean como antes. Mas isso não é pra agora, é para a segunda etapa, que é entrar em estúdio com o solo e o Izaká. E depois da produção das fotos, ver para onde vai isso.
E ainda tem molhado como seus muitos significados – chuva, suor, banho, cultura, gata molhada… e um acervo de roupas para produzir um look para cada lugar.
Já demos a largada deste mês de produção das fotos. Na segunda iremos visitar o prédio do DER e o tribunal de justiça. E temos que produzir um estudiozinho para estas fotos.
Logo logo mais coisa por aqui.
Jana
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Algumas referênncias
Massimo Canevacci
No blog, tem mais sobre o Massimo, use o buscador. Contextualizando: antropólogo italiano, autor de Fetichismos Visuais. O livro é uma leitura dos códigos visuais das metrópoles, mostrando como a linguagem da comunicação e da publicidade erotizam nosso olhar e modificam nossa percepção do corpo, das relações sociais e da arte. Autor que mantém forte relação com São Paulo sobre a qual escreveu o livro A Cidade Polifônica.
21 de janeiro de 2012 em 13:51
Jana o nome que que eu tava procurando é ‘Lying Down Game’ uma trend do ano passado de se fotografart em lugares estranhos, o corpo deitado de bruços. Também conhecido por Planking. E claro tem artista nessa trend… http://bumbumbum.me/2011/07/13/gabi-rivett-the-lying-down-game/.
Lembrei das suas questoes.. bjo.