
Esta semana propus para o Marber um desdobramento do trabalho dele para a Mostra do Dirceu com participação do pessoal do treinamento, quem se interessar.
A idéia é compor uma pequena peça de dança a partir de materiais, de investigação/treinamento/condicionamento físico,das aulas que acontecem desde agosto/2008, ministradas por ele.
A organização do material será coletiva, a partir de questões que surgiram dentro deste período como por exemplo:
O que eu preciso fazer para preperar meu corpo?
qual meu(s) limite(s)?
como repetir até ficar diferente ( Manoel de Barros)?
como uso o treinamento no meu trabalho?
qual tipo de aula serve para todos?
quais as mudanças que identifico no meu corpo depois deste período?
existe mudança?
o que é “artista do corpo”?
Além de tratar desses relatórios corporais em aberto com o público,a apresentação possibilitará o melhor entendimento de como transpor as informações da sala de aula para o palco, fazendo o exercício da dança no espaço cênico.
algumas palavras anotadas:
limite / articulação / cansado / atraso / espaço / percepção / alongamento / desistir / fazer / mostrar / repetir / contagem / ritmo / criar / disponibilidade / música / executar / grupo / balé / força / tensão / ajudar / desenvolver / mudar / assimilar / entendimento / feio / preguiça / ausência / compromisso / olhar.
Weyla Carvalho
4 de novembro de 2008 em 6:11
so repetindo o que conversamos hj na reunião: treinamento é treinamento. não pode ter fins de apresentação, se eu penso que vir outra coisa.
mas é interessante a ideia de produzir “relatorios corporais’ e q a gente possa refletir a partir de uma instancia mais cenica os rumos dos treinamentos do ncd pro proximo ano.
9 de novembro de 2008 em 9:13
Oi Weyla, oi Elielson,
esse assunto de que treinamento sempre me instiga, e essa estória de treinamento é só treinamento tem o que pensar, pensar, pensar.
Pois se nosso mundo conceitual é incorporando, se mente e corpo são um continuum e o treinamento é um informação que estou escolhendo ter nesse eu-corpo,
o treinamento não é tão irrelevante…
por exemplo um ponto para pensar: se eu tratar o treinamento apenas como treinamento a proposta criativa apontada por Weyla sobre a repetição vira só repetição e não é dado espaço para diferença que a repetição pode instigar, alimentar…
para ajudar a levantar novas questões e pensar tem três textos muito interessante sobre o tema:
Um é o Coreografo como DJ da Helena Katz… está disponível no site dela.
O outro é da Sílvia Geraldi, Representações sobre a técnica de dança e está na revista Humus 2
e o terceiro é o da Márcia Strazzacappa que está no livro Entre a Arte e a Docência e se intitula: O corpo e suas representações – as técnicas de educação somática na preparação do artista cênico.
Abraços e vamos continuar o papo…
12 de novembro de 2008 em 1:36
não estava nessa reunião, mas concordo um pouco com o elielson. acho que treinamento é treinamento… mas claro que o material gerado pode sim virar outra coisa, mas aí vira um processo de criação.
ao mesmo tempo que acho tua iniciativa legal, fico sempre com essa trava…
pois se é pra criar, sei que dá pra criar em 2 tempos…mas ainda acho esquisita essa idéia de usar o treinamento pra isso.
não sei.