reuniões ncd

Por: às 27/10/2008 14:18:00



Nada tem me intrigado mais do que o procedimento de pesquisa mais compartilhado do núcleo. O biscoito recheado da Bebel que ultimamente acompanha os espetáculos, bate-papos, camarins e até o lançamento do SIEC na sala torquato neto. Ela também dorme com ele. Na verdade fico curiosa em saber como isso, conviver com um pacote de biscoito, tem sido pensado artisticamente, o que realmente se investiga ali e qual a relação disso com essa nova criação.

L.H.



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16 Comentários

  1. ALLEXANDRE BBOOY disse:
    27 de outubro de 2008 em 15:29

    gente eu queria vé um poste da bebel sobre essa pesquisa de biscoito.
    saber por que , como , tudo serio.


    Responder
  2. bebel disse:
    27 de outubro de 2008 em 20:39

    Oi Alexandre, eu imagino que não só você. Eu não coloquei um post até hoje porque conversando com o Jacob (meu orientador) agente viu que era um tempo pra eu realmente ficar “sozinha”. Eu nem imagina que as pessoas fossem olhar pra o meu biscoito, imagina perguntar sobre.

    Eu tô vendo que não dá pra esperar até a semana que vem pra dividir a pesquisa então o que eu posso fazer é falar um pouco sobre, aqui mesmo.

    Essa é a primeira parcela da minha pesquisa sobre as coisas da minha infância que influenciam no meu trabalho. É a parte em que eu pesquiso o pouco. Vem daquele post que eu coloquei sobre ter vivido durante muito tempo com um salário mínimo (eu e mais quatro pessoas) e minha mãe ter conseguido fazer tanta coisa com quase nada (comprar casa, escola particular, boa alimentação etc.).

    No começo do processo a minha maior necessidade era me concentrar em algo, por isso a única coisa que eu fazia era rodar e tentar entrar dentro de mim.

    Agora a questão é como me concentrar em um único objeto que poderia ser qualquer outro que não o biscoito. Então eu passo o dia com ele, durmo com ele, vou a todos os lugares com ele e trabalho em estúdio três horas por dia só com ele.

    A pesquisa caminha pra um ponto em que eu só vou precisar dele no trabalho. Sem cenário, sem figurino, sem vídeos, sem referências, sem nada por enquanto, só eu, o Jacob e o biscoito.

    beijos.


    Responder
  3. L.H. disse:
    27 de outubro de 2008 em 22:03

    pois é eu até compreendo as motivações, o procedimento, um objeto…o discurso todo. Mas o que me intriga é o que você tá descobrindo andando com ele “pra cima e pra baixo”… e mais três horas em estúdio.

    Mas tô mas intrigada ainda com rodar e “entrar dentro de mim”…

    Mulher, de boa, eu não tô mais entendendo é nada…


    Responder
  4. weyla disse:
    27 de outubro de 2008 em 22:05

    è bebel, não é mesmo só o Alexandre, eu também estou muito curiosa. Não só isso mas aflita e impaciente.
    esse rodar e entrar em vc mesma é meio subjetivo demais.
    entrar em mim mesma, é virar do avesso?
    vc falo de não ter referências, nada. Isso é complicado porque o biscoito. Podia ser um objeto mais neutro?
    olhar pro teu biscoito,de chocolate, me faz pensar em desejo, consumo, vicio,cerotonina, paixão, ocitozina…
    espero poder compreender melhor a ideia.


    Responder
  5. elielson disse:
    28 de outubro de 2008 em 1:26

    acho que tem desejo como weyla fala. pq qdo te vi pelas duas primeiras vezes pedi.
    e vc nao deu. me deu uma raiva de pensar que vc ia comer o biscoito todo, sozinha!
    to muito curioso pra ver onde isso vai dar.


    Responder
  6. Marcelo disse:
    28 de outubro de 2008 em 3:24

    KKKKKKKKKKKKKKK……


    Responder
  7. janalobo disse:
    28 de outubro de 2008 em 12:44

    a questão é: andar com um biscoito é NESSE SEU CASO um procedimento artístico? um objeto de pesquisa?
    Porque pra mim essa linha que separa uma “pesquisa” de qualquer coisa que a bicha faça é beeeeeeem sutil e nesse caso não é clara essa diferença.
    E sinto falta de ver mais os seus processos Bebel, e não só as suas idéias, tipo sei lá, assistir um ensaio, ver fotos… é sempre uma coisa misteriosa, secreta.


    Responder
  8. bebel disse:
    28 de outubro de 2008 em 14:48

    Pois é. Agora é bem mais claro pra mim o quão complicado é abrir esse processo agora. Porque na verdade é uma fase em que eu preparo meu corpo pra receber oque eu quero que ele receba mais tarde. Trabalhar um espetáculo inteiro só com um objeto pra mim exige uma relação que ultrapassa as improvisações em estúdio. Mas eu acredito que essa é uma etapa mais interna. Da mesma maneira que eu poderia fazer natação pra me preparar pra um trabalho. Não vejo tanta necessidade desse procedimento ser entendido agora.


    Responder
  9. elielson disse:
    29 de outubro de 2008 em 3:39

    hum!!! se fosse outro momento eu diria vai fundo bebel. qdo ja tiver que mostrar tu mostra. mas desculpa gata, nao quero que pareça pressão, mas vai ser: depois de corpo sem volta ha uns 5 meses atras (me corrige se estiver errado) gostaria de ver vc de novo performando, dançando, atuando, comendo biscoito , olhando pra ele, como diz a jana numa foto, num video, em algo um pouco mais concreto.
    posso estar atrapalhando teu processo te pedindo isso, sei do risco, mas to curioso mesmo. teus processos, ideias parece que se esvaecem antes mesmo de entrarmos em contato c eles.


    Responder
  10. elielson disse:
    29 de outubro de 2008 em 3:41

    nao se sabe ao certo pra onde eles vão. acho que vc deveria dar uma olhada nisso. bjo.


    Responder
  11. L.H. disse:
    29 de outubro de 2008 em 10:43

    hum…massa isso que elielson e jana colocam. Tem uma coisa mesmo de misterioso, sei lá, de interno demais… E se esse é um ponto percebido por algumas pessoas, talvez seja uma coisa que você tenha que rever…
    Eu por exemplo questiono muito essa saraivada de processos, caco de porcelana, corpo sem volta, a pesquisa do balé, depois a coisa do biscoito…


    Responder
  12. jacob disse:
    29 de outubro de 2008 em 17:59

    Pra mim não é nem sobre abrir teu processo ou não , todos temos um tempo de criação, não me incomodo de esperar mais um tempo pra ver tua pesquisa, concordo com a lay e com o elielson,e vejo sempre teus trabalhos e projetos no campo da idéia, sinto falta de te ver como interprete saber o que tu faz e o que você desenvolve, na real queria conhecer teu trabalho, acho isso um ponto negativo seu, e se você falou sobre rodar pra entrar em mim, e sobre o biscoito, voce teria que ser mais clara, sei la, falar de onde vem, e o que é isso? se não eu fico me questionado sobre você estar fazendo um procedimento que você não entende ou não sabe pra onde vai,você não foi nada clara.


    Responder
  13. Sérgio disse:
    30 de outubro de 2008 em 19:13

    Acho massa a idéia do biscoito pra cima e pra baixo. Pra mim já é um tipo de performance, um produto. Também vi esse biscoito e quis comer. Nem sabia de nada… Acho que vale a pena discutir mais.


    Responder
  14. Marcelo disse:
    31 de outubro de 2008 em 1:33

    Eu concordo com o sergio, o biscoito ja e’ uma performance em si, talvez tratando exatamente dessa coisa de alguem ver um biscoito e querer comer. Ou biscoito como algo que se comparte com os outros em horas de lazer, ou biscoito como uma comidinha invasiva dessas que se pode entar e pedir. me explico?
    estoy com essa lingua en la cabeza.
    Bebel, acho que vamos ficar desapontados se no final vc fizer um espaetculo SOBRE o biscoito. Suerte!


    Responder
  15. elielson disse:
    31 de outubro de 2008 em 11:52

    desapontadissimos!!!!


    Responder
  16. L.H. disse:
    31 de outubro de 2008 em 13:46

    pois é elielson…engraçado que a gente tava falando isso ontem…depois da conversa toda com o jacob. Que na real já é…e talvez ela nem se dê conta!

    Mas aí tem que provocar né… tem que cutucar tipo assim: “bebel eu nao to entendo nada, o que diabo é isso?” hahahahaahahaha.

    Aliás ontem a weyla falou uma coisa massa, mas a gente disse, “Calma! não dá pra ficar dizendo pra Bebel o que é o trabalho dela, tem que esperar..instigar talvez.”

    JOvens criadores né não?
    ô biscoito pra render…hahhahahaha.nan.


    Responder

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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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