
A semana no SESC Pompéia, dentro do projeto Primeiro Passo, foi de cara um reencontro. Revendo pessoas do “circuito”, amigos de Votocity, gente com cara de povo da dança de SP e também pessoas curiosas em saber como
é mesmo que funciona o tal núcleo do dirceu.
Dessa vez mais do que antes, tive uma sensação estranha e incômoda, uma espécie de expectativa em torno dos “meninos do dirceu”. Na noite de quarta, saí me sentindo mais num talk show sendo entrevistada do que num bate-papo. E no começo isso me deixou nervosa, meio embasbacada e um pouco frustada também. Porque parece que o projeto, a idéia, o que nos aconteceu politicamente, a coisa do Piaui ainda é mais fascinante pra se falar do que o que estavámos ali propondo com os trablhos.
Eu não soube identificar se essa “coisa do coletivo” estava no meu discurso, ou se foi mesmo a conversa que tomou esse rumo… Fiquei me perguntando será que os trabalhos não suscitam tanta coisa pra discutir, e um selo “núcleo do dirceu” virou etiqueta tipo ISO2009? Ou será que tô viajando e essa coisa de conhecer o perfil dos novos criadores, seja na verdade um objetivo desse bate-papo. Pensava a todo instante nessa coisa institucionalizada de representar um coletivo, um lugar, quase uma responsabilidade em ser muito bom.
Foi realmente muito estranho. Ainda não consigo entender se essa sensação ruim tem relação com minha distância nas últimas discussões do núcleo, com minha ausência. Não sei. Ou se essa sensação vem de uma viagem estressante, com furos, com imprevistos e corte de custos. Que não aconteceu assim porque foi “menos profissional”, mas porque ela também está dentro desse contexto de turbulência-fragilidade. No mais sempre há coisas que não se poder prever mesmo, como problemas tecnicos de última hora, cortina quebrada, acesso a cabine, bla bla bla… Jacob sobrecarregado uma função de técnico- interprete que teoricamente se mostrou como solução mas na prática se convertou num grande problema.
Acho que amadureci.
Tem outro post meu sobre o encontro, procura aí!
L.H.