Sampa > Primeiro Passo

Por: às 13/06/2009 18:29:00


A semana no SESC Pompéia, dentro do projeto Primeiro Passo, foi de cara um reencontro. Revendo pessoas do “circuito”, amigos de Votocity, gente com cara de povo da dança de SP e também pessoas curiosas em saber como
é mesmo que funciona o tal núcleo do dirceu.

Dessa vez mais do que antes, tive uma sensação estranha e incômoda, uma espécie de expectativa em torno dos “meninos do dirceu”. Na noite de quarta, saí me sentindo mais num talk show sendo entrevistada do que num bate-papo. E no começo isso me deixou nervosa, meio embasbacada e um pouco frustada também. Porque parece que o projeto, a idéia, o que nos aconteceu politicamente, a coisa do Piaui ainda é mais fascinante pra se falar do que o que estavámos ali propondo com os trablhos.

Eu não soube identificar se essa “coisa do coletivo” estava no meu discurso, ou se foi mesmo a conversa que tomou esse rumo… Fiquei me perguntando será que os trabalhos não suscitam tanta coisa pra discutir, e um selo “núcleo do dirceu” virou etiqueta tipo ISO2009? Ou será que tô viajando e essa coisa de conhecer o perfil dos novos criadores, seja na verdade um objetivo desse bate-papo. Pensava a todo instante nessa coisa institucionalizada de representar um coletivo, um lugar, quase uma responsabilidade em ser muito bom.

Foi realmente muito estranho. Ainda não consigo entender se essa sensação ruim tem relação com minha distância nas últimas discussões do núcleo, com minha ausência. Não sei. Ou se essa sensação vem de uma viagem estressante, com furos, com imprevistos e corte de custos. Que não aconteceu assim porque foi “menos profissional”, mas porque ela também está dentro desse contexto de turbulência-fragilidade. No mais sempre há coisas que não se poder prever mesmo, como problemas tecnicos de última hora, cortina quebrada, acesso a cabine, bla bla bla… Jacob sobrecarregado uma função de técnico- interprete que teoricamente se mostrou como solução mas na prática se convertou num grande problema.

Acho que amadureci.
Tem outro post meu sobre o encontro, procura aí!

L.H.



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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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Comentários

  • L.H.: A peteca caiu mesmo. Também sinto parecido Eli. E acho muito preciso algumas de suas colocações. Mas quero...
  • Elielson Pacheco: Me sinto meio idiota no momento. E fico pensando qual é o ponto do desmoronamento que tem que ir...
  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
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