Solo português “Última Chamada” no projeto Mapas do Corpo

Por: às 24/09/2008 17:56:00


Dando continuidade a terceira edição do projeto Mapas do Corpo, o coreógrafo Rafael Alvarez apresenta “Última Chamada” na quinta e sexta, 25 e 26, às 20h no Teatro Municipal João Paulo II, seguido de bate-papo aberto ao público. Viabilizado através de parceria com o Instituto Camões, de Portugal, o solo expõe imagens e ações em trânsito utilizando uma coleção de objetos pessoais inscritos no espaço através de uma acumulação de percursos.

“Este é para mim um trabalho muito pessoal, mas que pela sua carga visual é algo hipnótico, dando a possibilidade a cada espectador de construir seus sentidos, de narrar para si próprio uma história, uma sucessão de episódios ou apenas colecionar as imagens que ficam no palco”, refletiu Rafael.

Segundo o coreógrafo, a idéia e vontade de criar “Última Chamada” surgiu com a decisão de interromper alguns projetos cujas dimensões deixavam pouco tempo para pesquisa e aprofundamento de tarefas mais pessoais. “Foi um momento de olhar para trás e refletir sobre o trabalho que tinha desenvolvido com a dança desde 1997, e também de pensar que caminho gostaria de seguir no futuro”, lembra.

Durante este período de certa liberdade e flexibilidade criativa, Rafael começou a viajar mais intensamente e trabalhar em áreas paralelas à coreografia. Em uma de suas viagens à França, ele encontrou uma mala vintage no meio da rua e a guardou. “A partir deste achado fui desenvolvendo uma coleção mental de outros objetos que instantaneamente criaram um sentido na minha cabeça e simbolicamente se associaram a episódios/histórias específicas que se encadeavam naquele período”, explicou Rafael.

Aliando esta série de objetos à vontade de trabalhar dentro de seu universo coreográfico uma possibilidade do movimento ser percebível e entendido no palco além dos aspectos formais da dança, Rafael concluiu “Última Chamada” em 2006 na EIRA (estrutura de produção e estúdio) e estreou no Número Festival, em Lisboa.

Indicado para maiores de 12 anos, “Última Chamada” constitui a primeira parte de uma trilogia seguida com “Coleção Privada” e que será concluída em 2009. Após a apresentação, Rafael participa de bate-papo onde irá partilhar seu processo de trabalho e metodologias exploradas no solo.

Em sua terceira edição, o projeto Mapas do Corpo – de caráter trimestral, segue até segunda-feira, 29, com palestras, workshops, discussões, lançamento de livro e espetáculos, sempre buscando fomentar formas de diálogo com a comunidade e intermediar ações da arte contemporânea.


Rafael Alvarez

Coreógrafo e intérprete de dança contemporânea, intervém igualmente na área das artes visuais.

Desde 1997, desenvolve os seus próprios projetos coreográficos, vindo desde então a apresentar os seus espetáculos e instalações em Portugal, Espanha, Itália, Reino Unido, Suíça, Alemanha, Rússia, França e Brasil
Pontualmente colaborou enquanto intérprete com a Amalgama – Companhia de Dança, com a coreógrafa Lynda Gaudreau (França, 2004), com o encenador Luís Castro (Karnart/Teatro Nacional D. Maria II, 2005), e foi dirigido a solo pelo coreógrafo Christian Rizzo num projecto de criação coreográfica e aperfeiçoamento artístico co-produzido pela EIRA e Citemor (2005). Co-criou o dueto “Blu Bob” em parceria com o coreógrafo e bailarino Massimo Biacchi, resultado de uma residência de criação em Paris (2005).
Desenvolveu em co-autoria com Luís Guerra, Ioana Popovici e Francisca Sazie, o espectáculo “Carmen Miranda is Dead” resultado de uma residência coreográfica em Belo Horizonte, no contexto do CoLaboratório – Encontro Internacional de Coreógrafos Europeus e Latino-Americanos, com espetáculos em Belo Horizonte, Fortaleza e Rio de Janeiro (Co-produção: Festival Panorama, Alkantara e Artsadmin).
Em 2007 realizou uma residência coreográfica em Paris (Point Ephémère) para o desenvolvimento de um novo projeto a solo que será concluído em 2009.
Paralelamente à sua atividade coreográfica, Rafael Alvarez tem lecionado nas áreas da Dança e da Pedagogia das Expressões Artísticas em diversas instituições de formação artística e do ensino superior e orientado diversos workshops nestas mesmas áreas. É, desde 1998, coordenador Artístico/Coreógrafo Residente do PLURAL | Companhia de Dança Inclusiva na Fundação LIGA, Lisboa. Orienta a Oficina de Dança Contemporânea para Seniores na EIRA 33, actividade que desenvolve continuamente desde 2001 em diversos contextos. Recentemente dirigiu dois workshops de formação e criação nos Emirados Árabes Unidos, no Dubai International Arts Center, Dubai.
É artista associado da EIRA – estrutura de produção e realização de espetáculos e audiovisuais.

Mais Infos::
Crédito das Fotos (Última Chamada): Márcio Dias
Biá Linhares (assessoria): 9419-3667
TMJP2: 3230-3636



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Quem Somos:

Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

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  • L.H.: A peteca caiu mesmo. Também sinto parecido Eli. E acho muito preciso algumas de suas colocações. Mas quero...
  • Elielson Pacheco: Me sinto meio idiota no momento. E fico pensando qual é o ponto do desmoronamento que tem que ir...
  • César Costa: Marcelo, concordo contigo quando diz que só o fato de ser artista já não te coloca como medíocre. Se...
  • Danielle: Não dá pra não fazer conexões entre as coisas ditas, ouvidas, feitas, vistas e acontecidas. Acho que não...
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