environment hero

Por: às 07/06/2011 16:10:48

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http://www.theonlymagicleftisart.com/http://www.todayandtomorrow.net/2011/04/27/richard-long/

Por mais que uma “obra de arte” possa ter origens ou pretextos  diversos (uma inquietação, um trauma, uma desilusão amorosa,  uma insatisfação, um desejo meio bobo, etc),  esse lugar de onde ela vem, essa necessidade  de “fazer uma coisa” é dificil de mensurar,  é um pouco subjetiva. Ainda assim, existe uma entrada,  um start. As vezes é um título que fica na sua cabeça, as vezes um som que roda no seu juízo, as vezes uma imagem, um objeto, um material. E a partir daí….dessa entrada (ou entradas) quando se COMEÇA de fato o processo de criação você está ocupado de uma coisa que bioquimiamente vai se construindo EM você.  Você  pensa, você gera imagens, você relaciona,  você vê uma coisa e associa….

Quando uma coisa que você está criando começa a tomar corpo, quando ela começa a existir, ela não apenas te ocupa no campo da idéia, ela te solicita. E aí você precisa fazer escolhas e experimentar. Ok, isso não é um manual sobre “de onde nascem os espetáculos”.  São só divagações sobre o processo Menu de Heróis. Afinal o que falta?. O que falta para esse processo se instaurar? Tomar corpo? Falta artista? Falta idéia? Falta proposição? Ou falta desejo?

O espaço como imput, como entrada, como start. Um ambiente, um entorno, um lugar que vai ser ocupado, preenchido, onde algo acontece. Onde coisas acontecem.  Tenho insistido nessa proposição para o Menu de Heróis.  A construção de um lugar game, um labirinto, um parque, um quarto, uma outra coisa que estabeleça outros paramêtros, distintos do palco ou  do estúdio. E então… de lá, de dentro, a partir dessa relação,  da colocação desses corpos nesse espaço,  a gente encontre o discurso, a ação,  a materialidade, o som, encontre o tal universo pra criança.  Essa insistência é antiga,  já tem um tempo, ela é talvez meu castelinho de areia, minha expectativa.  E não estou falando de cenário. Já defendi, inclusive,  alugar um outro lugar por razões práticas – já que o galpão se mostra  inviavel para essa ação de ocupação, isto é, pendurar e despendurar cordas se torna uma tarefa extra -  mas também por  um rigor cinematográfico que, penso eu, pode instaurar uma outra lógica. Sabe como um evento, uma  festa de aniversário, onde você  inventa UM LUGAR  em que  algo – que você não sabe ao certo como vai ser  -  acontece. E nem precisa ser rígido, definido, fazer sentido.

Fico pensando que cada obra, venha de onde vier,  seja sobre o que for,  acaba habitando um lugar que a configura, um espaço especifico que estabelece ali um sentido. Já virou lugar comum eu citar o exemplo do Sacre, como um exemplo de algo do qual fiz parte. Penso o quanto aquele espaço (um estúdio coberto de areia) foi determinante,  o quanto  tornou possível uma espécie de imersão naquele processo.

Fico pensando em maneiras de provocar DIRETAMENTE os dois criadores  Weyla e Jacob- que assinam, respondem, dirigem, concebem, etc – o projeto Menu de Heróis. De pegar no pé deles.  E sei que essa proposição,  de construir um  lugar, como uma maneira de instaurar esse processo, de conectar as pessoas, de gerar uma outra atmosfera, de nos colocar num jogo outro, não pôde acontecer até agora…. Mas, então o que tem acontecido? ONDE estamos? Em que lugar?  ONDE eu vou me colocar? No ensaio, que ensaios? Por email? Em mais uma conversa?

Sinto que a cada dia que passa, o projeto Menu de Heróis SOLICITA mais e mais  uma colocação dos artistas envolvidos.   Sinto que ainda estamos numa aproximação tímida, num entorno, esperando não sei o quê para entrar na selva e começar a tal caçada.



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1 Comentário

  1. jana disse:
    8 de junho de 2011 em 23:35

    então começa a atirar pra ver se mata uma presa pra comer (juntos) depois!


    Responder

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