




O defensor; um super-herói, um personagem, um corpo criado para uma determinada circunstancia. Um super-herói com corpo de isopor, destrutível, efêmero.
Hoje nos surgiu a idéia de assumir essa situação real de matéria destrutível com este personagem, e tratar de maneira análoga ao corpo humano, colocando questões que fazem alusão a esse corpo frágil, dotado de limites e influenciado por relações com seu ambiente. Pois defensor é um corpo que pode ser reproduzido, uma imagem direta, um super-herói.
Assim como o corpo humano, frágil e cheio de limites, defensor pode ser manipulável, mas pode ultrapassar a idéia do fantoche e se tornar corpo pelo fato de ocupar um lugar no espaço de possuir uma “vida própria” que não precise ser forjada e sim alimentada por uma relação que necessita de uma manutenção do corpo, ora sustentando, ora cedendo. Eu, Cipó e Defensor estamos ligados por fios invisíveis, que enxergamos ser uma nova maneira de trazer essa tensão.
Na primeira apresentação era criada por linhas de pesca para recortar o espaço, e funcionou naquele instante para nós, mais como uma tensão criada por uma estética do cenário, e que acreditávamos que o mais interessante seria buscar nesses fios um tipo de relação para a nossa dança.
Conjunta, compartilhada, dividida…
.:Fagão:.
15 de outubro de 2008 em 23:22
é meninos, muito suor pra botar pra botar pra fora.
vejo vcs dentro deste trabalho, cada vez de uma forma diferente e fico um pouco confusa.
agora acho interessante este assunto do corpo frágil e vulnerável, que pode ser um corpo só por acupar um lugar no espaço.
falar das relaões, é pra mim, amplo demais, por que todo trabalho ,acredito eu, é construído com esta informação, por essa ou a partir dela.
vejo coisas além.
a performace e o som do fagão, a resistência e fragilidade do cipó trazem milhões de relações, mas qual delas é o foco de vcs? ainda não é claro.
confesso que sempre pensei q o orbital era sobre desconexões.até mesmo pelo texto.
16 de outubro de 2008 em 2:49
é interessante a idéia de uma “vida” forjada por uma relação.
um corpo que so vive pq estal ligado a outros.
pra mim isso é metafora boa de transpor para o NCD.
16 de outubro de 2008 em 10:21
não consigo entender essa amplitude que você fala Weyla, e sim a potência de uma relaçao por que até a resistência e fragilidade que você fala só existe em relação a algo ou alguem e normalmente só é observada por esses sintomas que você acabou de citar e outros mais, mas continuo dizendo minha curiosidade não está nas pessoas nesse momento, e por isso busco qual é o link.
16 de outubro de 2008 em 11:57
ok cipó! é muito claro.
mas ainda acho que tem muita carne neste osso, e por isso falo que relações são inerentes a qualquer trablho.o orbital seguinte sugere mais.
isso q o elielson colocou é realmente bom pra se pensar dentro das discurssões do NCD.
16 de outubro de 2008 em 11:59
concordo.