to be or not to be 1000 casas

Por: às 02/03/2011 12:50:28

click na imagem.

Nos últimos dias tenho me deparado com algumas questões no 1000 casas, questões que de certa forma tem me tirado o sono, venho aqui dividi-las para ampliar essa discussão, tenho tentado introduzir elas nas conversas, e acho que agora seria importante aqui também.

O 1000 casas têm uma relação direta com as casas das pessoas, mais obviamente falando é sobre nós entrarmos nessas casas com um “produto artístico” sei La, algo, minhas questões giram em torno dessa relação.

Eu super valorizo a relação de nós artistas com essas pessoas e casas, e vejo o risco de transformar essas casas em palco e essas pessoas em espectadores, em um relacionamento de arte que a gente já conhece e vive nele.

1-      Tenho pensado nas propostas prontas e já estruturalmente adiantadas, me pergunto se a construção dessas propostas não seria uma imposição estética e conceitual do trabalho de nós artistas, e que independe das possíveis relações que existem ou que poderia existir com essas casas e pessoas¿  Resumindo o mais importante seria a obra do artista e sua identidade estética.

Essa relação, já não é a relação que temos com o palco ¿

A gente não precisa entrar no palco para criar uma obra, porque a gente já o conhece como espaço artístico e espaço para obra. Mas a gente já conhece esse espaço que é a casa das pessoas¿

Me pergunto se antes da obra ou idéia não tem que existir uma fricção maior com essas quase ou 1000 casas, nos proporcionarmos a uma criação que parte dessa fricção que viria antes da obra do artista ou da idéia.

Nós artistas que temos que decidir o que artisticamente vamos discutir nessas casas¿

Existe uma cumplicidade com elas¿

Estamos decidindo o que vamos levar para dentro delas sozinhos¿

Estamos  tornando assim essas casas palco para nossas obras, nossas idéias  estamos fazendo dessas pessoas publico¿

Essas pessoas  e casas não teriam que ser cúmplices do que estamos fazendo ou do que vamos criar¿

2-      Vejo as vezes uma relação complicada com o pensamento de arte política\social.

Identifico às vezes sutilmente nas propostas ou no discurso uma coisa complicada que gira em torno de duas coisas diferentes.

Uma é levantar uma questão importante e discutir ela com as pessoas das casas.

A outra é levantar uma questão e passar uma lição sobre essa questão, é a idéia de corrigir as pessoas, de dizer que estão erradas, julgando antes de saber que naquele lugar existe um erro, incutido nisso eu vejo uma relação de poder e uma hierarquia gritante. Mas claro eu vejo isso de forma sutil.

Ufffa, essas questões que escrevi estão muito relacionadas a conflitos que tenho enfrentado na tentativa de entender esse projeto, e confesso que estou bem confuso.

http://www.youtube.com/watch?v=fCIXVCCEhg0 um gif



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2 Comentários

  1. fabio disse:
    2 de março de 2011 em 15:08

    Jacob,

    Compartilho dessas mesmas questoes, nao so relacionada as 1000 casas, mas tbm tenho pensando ela na primeira casa do tabuleiro, que pra mim essa primeira casa é o galpao ( nao so a estrutura fisica galpao, mas tbm sobre os conceitos residentes nesse lugar ).Sim, na real é bem facil fazer, construir um trabalho na cabeca , no papel, deciddir a estetica e a linguagem, mas como venho comentado, ha um baldrame ai que é mais embaixo, sao varias as questoes que espero estar de corpo presente pra q juntos possamos encontrar q caminho é esse. Fala-se em terceira performatividade ( assunto ainda obscuro pra mim ), mas entendo que há um lugar ainda de duvidas de como se da essa perforrmane juntos as casas..( tbm me questiono se nao devemos ao inves de falar nas casas, tomar as pessoas como casas..afinal e com as pessoas q vamos estar nao??)…posso aqui nesse comeentario dar alguns pontos que me tem daddo uma luz sobre essa performatividade, como: A casa das pessoas como um campo de atuacao ( guerrilha ) onde junto com as pessoas guerrilhar juntos nesse campo ( viagem? talvez!), do jodo…que estamos num acidente, dentro de um acidente, fazer parte desse acidente. peelo menos sabeemos que estamos confusos no mesmo ponto, e isso já e um ponto de co0nveergencia dee pensamentos.


    Responder
  2. marcelo Evelin disse:
    2 de março de 2011 em 20:35

    acho fundamental o que ta sendo colocadoa qui por vcs, jacob e fabio, e fico feliz porque sinto que essa dificuldade ou incompreensao e’ a questao X da coisa toda. lendo isso, apesar de parecer que ta no nivel da confusao geral, ta pra mim mais no nivel do comeco de um entendimento. pra mim os pontos que vcs colocam tao bem proximos da direcao que eu de certa forma quero seguir.
    nao da pra explicar agora, mas acho importante isso ja vir na reuniao amanha para que comece a ser discutido.
    o que vcs veem como duvida e dificuldade eu to vendo como uma aproximacao com o espaco performativo criado com/nessas casas.
    falaremos!


    Responder

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