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TOUCH IT depois de 2 ou 3 meses de pesquisa e ensaio, se ramifica em algumas direções, algumas diretamente e algumas indiretamente. Oito horas de trabalho por dia, que parecem passar rápido, talvez por influência do clima local, mas também por esse processo final antes de estréia que acaba dando uma consistencia maior pra essa estrutura, com um pouco mais de calma, que leva um certo tempo. Cinco línguas diferentes, português, inglês, espanhol, italiano e holandês. A comunicaçao tem sido ate eficiente pra tanta diferença. Confundir? Sempre,mas tem dado certo.
Ícones, é uma das direçoes, mas também surgem assuntos constantes como a familia, genero, dança. Iconizar-se é uma estética, uma maneira de performar, é uma imagem clara, por exemplo no fim do espetaculo. Certas coisas, acabam tambem sendo icones. Assim como no mundo.
Kayo, Layo, Cesar, Juliana, Gabriela. Pessoas com aspecto bem diferentes, com opinioes bem distintas, que complexificam bastante esses assuntos fornecendo possibilidades e dificuldades, entao buscamos um consenso, com uma direçao clara de gabriela, pra que cheguemos num comum.
Era pra ter uma dança, chamamos de dança cortada, uma desassociaçao, varias coisas que podem ser dança ou podem ser gestos, ou podem ser qualquer coisa dependendo da subjetividade que se propoe cada pessoa. Uma dança meio ironica e subversiva que nao tem uma forma e nao tem uma maneira certa de se fazer. Dentro de um contexto em que ícones acabam sendo uma desconstruçao desses icones(lembrando do comentário de Cipó) que muda um pouco a dinamica do peça.
De dentro, consigo ver do que se trata, vejo uma consistencia dos performers de propor uma situaçao. Sempre uma energia que se perde, se retoma, muda. Grandes e pequenos ajustes que surgem mais, melhoram, pioram. Sempre um lugar pra chegar. Me interessa o fato de nao ter esse lugar ideal. Cada minuto do trabalho muito determinante. Na ultima passagem antes da estreia, exclusiva pra tecnica, mais detalhes e mudanças aparecendo. Esquecimentos, objetos na frente da luz, duvida de como é o final, coisas desse tipo que sao cheias de tensão.
A apresentação foi muito boa, se hoje, 20 de outubro, tivesse sido só uma passagem seria a melhor ate agora. Acho que a adrenalina de estar com um publico é uma grande motivação. O espetáculo tem uma coisa tipo estou aqui! Sou um ícone! Olha que icone que eu sou! Que pra mim e uma coisa que passa e que faz eu brincar , desmistificar e me imaginar sendo icone.
A platéia estava lotada e a premiere foi sucesso total. Alguma detalhes, como sempre pra ver, mas temos ainda tres dias pela frente!
Touch it! é uma criação de Gabriella Maiorino (Dansmakers, Amsterdam) em co-produção com o Núcleo do Dirceu. A estréia acontece em outubro no Melkweg (+) na Holanda. Participam deste projeto: Mavi Veloso, Juliana França, Layon Bulhões, Cesar Costa e Kayllon Filipe. Clica: http://temporarytitled.tumblr.com/
22 de outubro de 2011 em 23:25
Not sure I understand most of it ..comunicaçao.. but it sounds a very interesting project! I can’t stand the fact that tomorrow will be the last performance!