Não se pode negar quando o corpo fala, nem muito menos não lhe dar ouvidos pois as células, os átomos, fervilham numa erupção de ansiedade, que em muitos casos não se sabe o como e o por que se sente, mas sente. Cabe a cada cabeça e a cada carapaça absorver a certeza e talvez a mentira como principais alimentos em tempos de escolha. A vida é simples, mas onde a simplicidade se esconde? No medo de gostar ou na sombra árida da verdade?
Vamos eclodir nesse tal sub-mundo do inferno astral, arrastar na lama do gozo mais vil e sentir a beleza do corpo mais torto. empurrar a sujeira debaixo das unhas ainda pode ser verso para o poema da banalidade, para o exercício da casualidade, para entender a verdade que se esconde atráz do lixo.
[Escolhas também são sobras, sobras ainda podem alimentar um corpo e todo corpo é sucetivel à entrega caso contário esse corpo sucumbe.]
A passos lentos a mentira segue, como a possibilidade mais certa do ser primitivo pelo simples fato da mentira sempre seguir a sua meta, a verdade dos fatos. Fatos são vísceras, vísceras são primitivas e orgânicas e organizam o corpo nessa terrível catalização: O sair!
Não se sabe ao certo como e quando um corpo comunica mas é provavel que ele sinta isso e catalogue de forma orgânica, e se organize de maneira exata mas não uma exatidão cabal.
Meu corpo hoje sente, parece que existe antenas que desenvolvi, que falham como qualquer conexão segura, e que podem funcionar para um corpo que exercita e usa a linguagem para se comunicar como o receptor de combustão, lugar de encontro consigo, lugar de encontro com outros, a tal manada que caminha, o tal rebanho que flui no atravessar do rio, o lago e esse tal homem-cisne, belo e muitas vezes frio, mas verdadeiro e de livre-presa-escolha.
.:Fagão:.
2 de agosto de 2009 em 2:07
massa fagao!