Variações sobre o que pode rolar em paisagens…

Por: às 29/02/2008 16:30:00

Um homem que carrega uma mulher no colo. É só. Ele caminha, senta, bebe,conversa e passa por todos os lugares do Dirceu com ela lá, no colo, dependente, frágil.

Jacob e Bebel
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Uma pessoa na rua com um espelho no rosto. Ela vai passa por todos os lugares e continua com o espelho no rosto. Ao invés de um rosto um espelho. Um corpo que é de quem está vendo. O reflexo de outros rostos num corpo que seria meu.

Bebel
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Duas pessoas caminham com uma corda. Cada ponta da corda amarrada nas cinturas das duas pessoas. Entre elas um espaço de aproximadamente três metros. Elas caminham explorando o espaço de corda entre elas, amarradas. O espaço de corda entre as pessoas poderia “abraçar” outras pessoas na rua, árvores, postes, o que vier no caminho.

Bebel
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Duas pessoas com máscaras como as do Palimpsesto saem pela rua, esperam o ônibus, pegam o ônibus, tudo normalmente. As duas pessoas de máscaras observam as outras pessoas do ônibus com o mesmo estranhamento que estão sendo observadas. É isso.

Jacob e César
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Entrar nos ônibus e se comportar como se não conhecesse nada. Como se seus sentidos não sentissem o quanto deveriam sentir. Não, não, não! Eles sentem, mas não reconhecem. Por exemplo demorar pra reconhecer que uma cadeira é pra sentar.

Jacob
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Penso em algo no balão da Fundação Bradesco. Na verdade ainda não sei o que é, mas eu penso.

Bebel
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1 Comentário

  1. L.H. disse:
    29 de fevereiro de 2008 em 18:10

    hum…..
    essa coisa do estado e da representação.
    Entrar no ônibus e “seus sentidos não reconhecem” esse limite aí dos sentidos reconhecendo, terreno perigoso mas instigante.

    Acho que o Marcelo comentou algo parecido no dia do instantâneo sobre as mascaras…que pode ser bem sutil essa abordagem com as pessoas.

    E vem cá, esse lance da corda não vai ficar parecendo número não?

    ps. eu queria te encontrar depois de tres horas andando com a bebel, noossaaa….


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Uma plataforma entre 17 e 20 artistas de produção e pesquisa em artes perfomáticas que opera dentro de um sistema colaborativo, atuando em diferentes linguagens. Temos o bairro Dirceu Arcoverde, maior periferia de Teresina, Piauí, como campo de interesse e lugar de referência urbana. O projeto tem se voltado principalmente para a criação de mercado e platéia para a arte contemporânea, formação de novos criadores e pesquisa de linguagem.

Comentários

  • ju: Muito bonito! Tem muito caldo nessa idéia de baiar e exceder a individualidade a partir de um ambiente gerado por...
  • Kayoo': Muito Bom Muito Lindo e Muito “Estigador “
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  • L.H.: que lindasssssss……so peguei os vestigios, comentários e impressoes da tarde. Que lindo o...
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