Jacob e Bebel
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Uma pessoa na rua com um espelho no rosto. Ela vai passa por todos os lugares e continua com o espelho no rosto. Ao invés de um rosto um espelho. Um corpo que é de quem está vendo. O reflexo de outros rostos num corpo que seria meu.
Bebel
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Duas pessoas caminham com uma corda. Cada ponta da corda amarrada nas cinturas das duas pessoas. Entre elas um espaço de aproximadamente três metros. Elas caminham explorando o espaço de corda entre elas, amarradas. O espaço de corda entre as pessoas poderia “abraçar” outras pessoas na rua, árvores, postes, o que vier no caminho.
Bebel
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Duas pessoas com máscaras como as do Palimpsesto saem pela rua, esperam o ônibus, pegam o ônibus, tudo normalmente. As duas pessoas de máscaras observam as outras pessoas do ônibus com o mesmo estranhamento que estão sendo observadas. É isso.
Jacob e César
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Entrar nos ônibus e se comportar como se não conhecesse nada. Como se seus sentidos não sentissem o quanto deveriam sentir. Não, não, não! Eles sentem, mas não reconhecem. Por exemplo demorar pra reconhecer que uma cadeira é pra sentar.
Jacob
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Bebel
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29 de fevereiro de 2008 em 18:10
hum…..
essa coisa do estado e da representação.
Entrar no ônibus e “seus sentidos não reconhecem” esse limite aí dos sentidos reconhecendo, terreno perigoso mas instigante.
Acho que o Marcelo comentou algo parecido no dia do instantâneo sobre as mascaras…que pode ser bem sutil essa abordagem com as pessoas.
E vem cá, esse lance da corda não vai ficar parecendo número não?
ps. eu queria te encontrar depois de tres horas andando com a bebel, noossaaa….