Vídeo 78 no domingo.

Por: às 31/03/2008 19:28:00

Bem…

Luana no final falando pra platéia um pouco com cara de “ô desculpa aí..gente”
+ – assim:
Isso não é uma justificativa porque artista contemporâneo não se justifica. Mas o Vídeo 78 tem uma estrutura e hoje a gente resolveu improvisar né … com alguns elementos que a gente usa, exatamente porque queremos rever isso..bla blá blá…. masssssssssss dia 24 (tá!) a gente tá aqui novamente e vamo ver o que acontece até lá …

(ela não falou exatamente isso, mas foi isso que ela disse rsrsrsr. )

Não vou conseguir resumir o papo enorme do sushi com luana e adler, por isso, se os vivatosquences quiserem discutir vou dar só o ponta pé inicial. Não sei se era o palco italiano (pq eles fizeram no palco) ou se foi o lance de simplesmente improvisar e fuder com toda estrutura que o vídeo 78 “já tinha”, mas alguma coisa aconteceu ali (ou não aconteceu.)

Era tudo muito muito organizado, pré-organizado, os intrumentos, o linóleo, o macacão novinho, as lâmpadas, enfim o espaço….o tal do rigor que os meninos tinham (que o marcelo falou uma vez) no palco foi: tenho rigor mas quero porque quero ter cara de ultra experimental na pontência 10. Só que era um troço instalatório que a gente era obrigado a agüentar sentado na platéia lá do meio, e tava escuro e eu não via, e tinham coisas pequenas, ações sutis, …e eu ficava pensando, acho que se eu tivesse mais perto talvez fosse outra coisa. Meu deus a jamila ta fazendo alguma coisa? O que é que ela ta fazendo?Porque tem isso né, espaço é linguagem, é como eu me conecto com a coisa. Nan… e o negocio ficava parado e eu ficava, tá acontecendo alguma coisa e eu não tô vendo….ai eu não tô vendo..ou não tá acontecendo…

Os meninos tinham um quase-discurso “tô cagando pra contemporaneidade, que se foda os questionamentos tipo capricho contemporâneos….” e daí que pra ir contra esse discurso, tipo negá-lo ou tirar uma onda, o povo caiu numa de repetir padrão bem contemporâneozim fi…. tipo “vou no microfone falo algo pessoal e me pergunto se é realmente relevante a alguém” (tipo eu L.H. kkkkkkkkkkk). Ou pim..pim..pim..pim….toco meia hora no piano e depois saio e deixo o piano…e vou fazer outra coisa…sei lá.

E no final “justifico” dizendo que era só improvisação, mas que temos uma estrutura, quase um “olha não se preocupa porque a coisa é melhor, hoje a gente resolveu só cagar pra tudo, mas temos uma estrutura”. Fiquei pensando de quem viu a primeira vez e ficou tentando fazer relação, e tentando saber qual era o interesse ali, e do que se tratava, e porque a menina gorda era a principal…. e no finaaaal foi “avisado” que nem viu mesmo “ o tal vídeo 78”.

Falei pra Luana: acho massa vocês correrem esse risco e sair desmenbrando o trabalho, mas pô como vocês escolheram “explicar isso” no final, quase pedindo desculpas porque foi ruim, mas lembrando gente “era só improvisação sabe”..estudo. ah isso foi muito foda!

Então quando é improvisação não é o trabalho?

Nossa, me lembrei muito do instantâneo. Porque dentro a gente já reconhece umas “coisas”. Mas reconhecer uma coisa não é assim, como quando você esquece de colocar vírgula e na próxima vez que vai improvisar, pronto já ta lá. “Já consertou”. Foi muito bom ver os meninos do tosco num estado muito próximo ao da gente que ta fazendo instantâneo (óia aí quem mandou rsrsr), um certo receio, uma coisa de não se arriscar, o uso dos objetos e a tal manipulação do tempooooooooooo que beirava o desespero… (porque teve hora que eu quase joguei uma chinela na Luana e disse: tá bom , para de dizer “ a palavra desgasta”. Desgasta mesmo, já entendi…..aiiiiiiiii.). Gente muito chato!

Pra mim tem uma coisa meo pequeno-burguês (é sério desculpa aí, não é complexo de pobre, pq eu sempre falo isso e o povo odeia). Mas é tipo sabe a Gisele Bundchen com roupa da Vivianne Westwood, sabe vou no shoping bem largado e underground com roupa da colcci… porque é tudo pop, cult, cool, fashion….e eu fico mesmo procurando onde diabo é que tá esse negócio do tosco?

Outra coisa:
A Luana é o quê no viva tosco? Ela é o Batman? O Mick Jagger? Ou é tipo a Ivete no tempo da banda Eva, sabe aquela banda que tem a Ivete, a banda Eva. Porque ela fez o blog (que só ela escreve coitada), ela fez o template (copiado do sherek mas tudo bem), é dela o nome viva tosco, tem o lance do vídeo e da projeção no trabalho (tudo coisa que ela mete a mão)..e o macacão dela é o único com olho, e no dia da apresentação ela é a principal. Tá certo que ela ficou ansiosa e como ela lidava com isso era propondo coisas, mas é que tipo tinha uma estrutura que os outros três sustentavam pra ela saca….ah não sei explicar. Era um negócio de que ela era a protagonista. Quase como um solo, mesmo tendo todo mundo.

E ontem a Luana e o Adler me disseram que rola a divisão conceitual de 25% por integrante. Tipo, sabe esse coletivo..bem… ele se organiza em quatro estruturas autônomas criativas e interdependentes de 25%. O trabalho é de todo mundo, mas meus 25% de contribuição são só meus????

Gente será que não ta rolando alguma coisa entre vocês quatro ..aí internamente? E será que isso não tá dentro do trabalho total?

Eu me interesso em saber o que é…., até porque antes dos tosco né tem o contexto ncd que propiciou esse encontro. A gente bem que podia discutir isso por aqui, já pensando no rumos e no encontro de coletivos.

E quem mais do núcleo assistiu? Fala aí alguma coisa.

L.H.
(foto: alex galvão)



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8 Comentários

  1. Marcelo disse:
    1 de abril de 2008 em 21:50

    Seria importante que os Viva Tosco!s escrevessem sobre esse instantaneo, e que a participacao nessas questoes fossem mais relevantes para nosso funcionamento.
    De qquer maneira Lay, achei que o teu texto tem um tom muito pesado, muito rancoroso com a coisa em si, e acaba por perder o ponto, o X da questao.
    Seria interessante saber o que o shopping e as roupas da Colcci tem a ver com procedimentos de acao, e entrar ai nessa questao justamente pelo corpo.
    Na verdade (um sonho) o melhor seria o Viva e o Instantaneo pudessem discutir aqui abertamente essas questoes, pra de certa forma conectar no ponto, que e’ encontrar formas de produzir, conviver, compartilhar entre todos.
    E os inevitaveis assuntos pessoais acho que devemos resolver por ai, deixando a discussao toda mais focada.
    Eu concordo com a Layane qdo defende a posicao da improvisacao como um instrumento muito especifico, pq realmente as vezes acho que tratamos o que nao sabemos/soubemos fazer como improvisacao, e ai caimos num erro que diminui horizontes.
    So uma sugestao e esses poucos honestos comentarios.


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  2. l.h. disse:
    2 de abril de 2008 em 8:28

    HUm…
    Marcelo alguns pontos:

    > A apresentação do Vídeo 78 não foi no Instantaneo. Foi no domingo. A assossiação com o Instantaneo é prque os meninos resolveram improvisar o video 78 e no final entraram com um discurso foda.

    > Meu texto não é rancoroso é ESTRATÉGICO, pensado e elaborado para gerar comentário. O tom “pesado” eu entendo como ácido, como agudo. E GERALMENTE o povo reage diante disso. Isso já deu certo. E pra mim escrever e fazer com que as pessoas se sintam motivadas por algum canal (mesmo que seja o daironia) a reagir dentro desse espaço TAMBÉM é um foco. E é um foco muito claro nesse texto. Luana infelizmente talvez não escreva porque já conevrsamos muitoooooo sobre..

    - Formas de produzir e conviver se constroem em textos assim. Não tem assuntos pessoais que “recisam ser resolvidos”. Entendo que no blog, assuntos pessoais cabem aqui como alavanca para se discutir outros assuntos. Bricar se a Luana é o Batman é querer saber como o Viva Tosco se organiza, ´tentar se aproximar de uma outra organizaçao que não é o NCD. Só que se eu escrevo a “Luana é o Batman” isso chega muito mais nas pessoas (teoricamente), porque chega de outra forma. E isso não é justificativa ok, é estratégia!

    - sim shoping e colcci tem a ver com procedimentos de ação, mas pra mim se a visualidade vai de encontro ao meu discurso, ou reforça uma coisa que eu “quero negar” ou ainda se eu não me dou conta das possíveis associações e significados e implicações conceituais que elas sugerem, se isso não é consciente, então, ao meu ver, ela só me enche os olhos… prõpoe uma estética e é adorno. Nada contra isso. Se for sobre isso.

    Falar de Colcci é só pros meninos se perguntarem se o trabalho não tem uma coisa de experimental e tosco no discurso, que é organizada em signos que vãode encontro a isso. Que representam padrões muito externos sabe….

    Não é sobre a gente no Piauí não pode ser Colcci nem shopping e isso é complexo de pobre, é sobre o que é a Colcci??? Isso me interessa? Estou relmente me dando conta??

    Não sei, quando digo ” é pequeno burguês demais” é porque visualmente é organizado, é estruturado, de uma forma que me faz ver muito isso… e talvez seja só um ajuste como vc costuma
    dizer…

    Agora na real: relaxa, isso é um blog marcelo, sei que tínhamos que ter conteúdo, artigos e colaboradores, mas é muito dificil manter o povoque faza coisa aqui dentro…. então textinhos da coleguinha falando mal do meu trabalho é disparador de muita coisa.
    Pena ter que ir por esse caminho…mas fazer o que né. Se eu escrevo uma coisa, ou é serviço, ou ninguém dá a minima. Então vou falar igual na churrascaria, quem sabe assim o povo não seintimide tanto. Não entendo como o NCD não quer discutir o video 78 aqui, estando a um mês de ir pra um encontro de coletivos.

    enfim…


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  3. fagão disse:
    2 de abril de 2008 em 12:22

    acredito ainda no conceito de crise como desestabilizador de uma certeza, verdade ou razão para se chegar além do conflito, para se reparar e perceber alguns equívocos cometidos na criação artística. digo equivoco por que nem sempre o corpo reage no palco da forma como agente espera (e nem acredito que se deva ter essa certeza )mas muitas vezes as coisas são coisas só pra gente e quando isso acontece a tensão entre público e “obra se fragiliza” perde sua razão de existir por que isso não se estende, não se aprofunda com a intenção verdadeira em chegar às pessoas e só fica no meu discurso, na minha intelectualidade, na minha capacidade de jogar com minhas referências e que se f… o público. não acho que domingo o que foi apresentado foi algo diferente do video 78, por que saí de casa sabendo que na programação do teatro estava escrito:VIDEO 78 – VIVA TOSCO! – EXPERIMENTAÇÃO MULTIMIDIÁTICA – 20 HS. então não que eu estava “preparado” para asisstir ao video 78 e buscar o tal sentido a partir do conceito do release que li dias depois da primeira apresentação do video… achei muito boa a ideia de desestabilizar-se para ver no que ia dar, mas ao fim quando a luana comenta quase se justificando que aquilo não era realmente o vídeo e só uma experimentação que se valeu de elementos estéticos do trabalho para buscar um outro canal de relação entre os interpretes f… com tudo, com a idéia de se colocar em cheque o trabalho em com o que eles haviam acabado de fazer.


    Responder
  4. Marcelo disse:
    2 de abril de 2008 em 14:40

    Esta muito claro o que vcs dois estao colocando, Layane e Fagao. Eu posso ter uma imagem da situacao e concordo bastante com vcs.
    Acho muito bom que se deem esses atritos, essa friccao, e entendo perfeitamente qdo vc coloca que e’ estrategia, mas se formos falar de estrategia, quero acreditar que podem existir em outras formas.
    E’ claro que nao sei a formula disso, e nao acredito que exista. Talvez seja se deter mais ao objeto (artistico) pra tentar destrinchar a situacao, e alavancar uma motivacao vinda do frescor da descoberta.
    No contexto de uma plataforma para pesquisa (que pode se assimilar a uma pesquisa cientifica, ja que os cientistas estao se voltando para as ciencias cognitivas para tentar entender e explicar coisas que ainda nao sabemos sobre nos mesmos) descobrir estrategias – para sobreviver, escapar situacoes, se divertir, conseguir ajuda- se torna a questao mesmo em si.
    Eu vejo o campo da arte nesse momento atuando na questao da convivencia, da troca, dos deslocamentos constantementes presentes em nossas vidas, e fico me perguntando sobre a ideia desse espaco como area de convivencia.

    O que e’ conviver?
    Como e’ conviver e o que isso traz realmente para nos?
    Porque precisamos do atrito para conviver?

    Entendo de qquer maneira melhor agora a estrategia Layane (e acho que funciona), e vc com certeza toca pontos importantes que fazem todo sentido.


    Responder
  5. vascons disse:
    2 de abril de 2008 em 15:36

    É Layane, a gente já conversou tanto…foi lindo pra mim o quanto a visão do público aquele dia já me acrescentou em termos de pontos que eu nem havia me dado conta na hora.

    Toda essa fragilidade que tu fala, eu também consegui sentir no palco. A conversa que o vivatosco! teve no Domingo, no palco, foi uma conversa que ‘rejeitou’ o trabalho e se baseou nas relações pessoais bem mais. E no fim das contas isso valeu muito ter acontecido, o organismo que existiu ali deixou exposta uma fragilidade até cruel…de posicionamento mais de ‘self’ do que de objetivo dentro do vídeo. Valeu porque fica claro que esse é o start pra que se abandone o eterno ‘bis’ de se discutir as relações ali no vídeo, de quem é o quê ou faz o quê…isso já fica claro, e se agora houver um interessezinho de abandonar a picuinha da ficha técnica pra fazer o trabalho aparecer mais do que os integrantes, assumir o viva tosco e o vídeo 78 no lugar de boicotar tudo o que já existe ali e que está pedindo pra ser melhor tratado, pra ter mais atenção…vai!

    Gostei do atrito, foi uma bomba atômica…e a explicação do final (não pelo que foi dito, mas da maneira com quem foi colocado ali) agora eu vejo que serviu não pra destruir, mas pra botar a cereja daquele bolo de fragilidade.

    Na minha postura, por exemplo…dessa questão de ‘a Luana é o Batman’…talvez metaforicamente e isso funcionava quando existia por um motivo ali dentro do trabalho, dentro da performance inteira…e no Domingo, pra mim, por toda uma trava que eu coloquei de ‘não parecer nem de longe que isso não é uma repartição de bolo’, esse batman apareceu de modo bem mais escroto..ele tava ali não pelo trabalho que ele ia fazer. Não era o batman fazendo o trabalho do batman, era o batman posando pra foto. Bom, eu senti isso…

    Quanto às posturas ali foi bem isso pra mim…esse papo de 25% é tão bizarro que dá bem pra entender que 25% de cu é rola mesmo.

    Quanto ao vivatosco!, Layane…todas aquelas coisas que eu te falei e muitas outras continuam martelando na minha cabeça…digo ao vivatosco! enquanto projeto de pesquisa e não como irmandade/grupo. Parece que o nome do viva de repente virou diabólico até pros integrantes e antes do improviso o conceito vivatosco! foi abandonado…SABOTE YOURSELF – novo slogan, né? Pera aí, gente…ninguém posta no blog, ninguém gosta de escrever, ninguém sabe escrever…aí quando a Sheila Ribeiro Canevacci faz um trabalho de conceito dela em parceria com o ncd e pede que todo mundo escreva um texto sobre a experiência no lugar pra ficar em pé: vascons, tenho que ir pra casa, escrever o texto da Sheila… COMO ASSIM, se até ontem vocês não gostavam e não sabiam escrever??? Nisso me parece que o trabalho da Sheila é realmente um trabalho que merece dedicação, atenção, cuidado conceitual…e que o vídeo 78 é uma brincadeirinha e quando a gente quiser pode deixar ele de lado. É?
    Sobre o LPFEP tem pensamento gerado e sobre o vídeo 78 não tem. A própria Sheila ontem me disse que aquele improviso era claramente [querendo ser] arte contemporânea…e era mesmo…não temos conceito, pessoas??? Quer algo mais ‘arty’(imitação de arte)?

    Talvez, no email que mandei pros meninos tenha um ponto que seja claro sobre isso: ARTE=PENSAMENTO+AÇÃO. Logo, arte-pensamento=ação. Me desculpem, mas tem profissão mais anestésica que paga melhor e é só colocar a mão na massa, a ‘minha’ mão na massa e a massa que se foda…

    Agora assim…eu entendo o primeiro comentário do marcelo sobre o texto, layane…parece uma resposta no mesmo modelo de ironia usado nos comentários do instantâneo. Aí parece que a estrutura denuncia um ‘feedback’…mas eu consegui com ele e com a conversa captar os pontos que tu coloca, eles servem muito.
    Existe uma coisa principal aí que falta no vivatosco! que é generosidade…não é porcentagem de trabalho, mas é de seja qual for a parte do trabalho na qual está o seu corpo…ser honesto com ela e não ficar descontando ali as frustrações de outras coisas, porque aí é 100% sabotagem de si mesmo, e a possível sabotagem que poderia gerar discussão fica esquecida. Eu lembro muito do vapor, quando penso em relações de convivência e generosidade ali…da helena falando que ela é tão generosa com o raul que em todo aquele direcionamento da mão dele, ela se entrega de maneira tão crua, que esse é o domínio dela…o da entrega. Aquele espetáculo pra mim transbordou qualquer espaço de arte.

    POIS É, POIS É…VAMOS TRABALHAR E CHUPA QUE É DE CANSANÇÃO!!!


    Responder
  6. vascons disse:
    2 de abril de 2008 em 15:40

    ps.: eu acho total que deve haver mais fight (pelas novas visões que ela gera) que serviço aqui e no blog do viva (que é uma pasmaceira só)…
    ter atrito é sinal de que pelo menos tem olhar…


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  7. Adler disse:
    2 de abril de 2008 em 20:22

    Layane,

    gostei muito da leitura que você fez depois da apresentação do vídeo, realmente isso dá uma abertura pra discussão/reflexão do trabalho e impulsiona o blog como ferramenta de ‘compartilhar entre todos’, como o Marcelo fala, não é isso? Talvez! Se você usa isso como formula de alavanca a participação e colaboração no blog, existem outras formas para que um texto seja claro, exato, focado, instigante e interessante, que não seja externar em um texto a sua pessoalidade diante de outro assunto mau resolvido(?).

    A comparação ao Batman é um ótimo exemplo mesmo, se você se der conta (claro!), que o mick jagger pra passar a mensagem sonora, precisa do keith richards, que toca guitarra e gera vocal dentro da banda, com a outra guitarra de ron wood, que casa com a bateria de charlie watts. E eu acredito que não exista hierarquia, como até quem assumi colar as folhas da base de projeção do vídeo, desde que este assuma. Então, talvez isso tudo já sejas convivência.

    Se a tensões ai? Ótimo, pois eu não acredito que convivência não exista sem a instabilidade. Se essa coisa processual ainda não é visível em corpo, a gente tem um leque de tensões pra se trabalhar. Agora eu acho que o trabalho fala mais na forma de como esses quatro jovens se organizam e canalizam esses pensamentos. E isso pode ser através da convivência, que talvez objetive o trabalho.

    Lembrando a outro ponto levantado pela Layane. Não acho que o viva tosco! usa a estética organizada como desculpa, ou fuga ,para um conceito desorganizado, ou um corpo que processe informação do que quer que seja, ou de qualquer forma… Tudo ali passou por um filtro, por uma conversa, mesmo que muitos pontos e tensões foram camuflados, mas é um inicio pra uma convivência, não?

    Talvez o Rolling Stones seja banda desde 62, com crises ou não, pq eles conseguiram objetivar ainda mais a mensagem artística, eles objetivaram uma coisa por via da convivência.

    Achei a apresentação de domingo essencial pra se quebrar essa áurea de percentagem na criação, organização. Pra mim ficou claro que mesmo não ficado claro pro espectador a busca sobre um corpo discursivo diante do assunto, mas houve uma tentativa, e essa de longe passa por desleixo e o descaso sobre a condição de não saber, ou não soubemos fazer, pq até pra provável ‘má escolha’ de partir pra uma improvisação no palco houve uma escolha. Foi ótimo que a bomba atômica tenha estourado pra mim isso impulsiona mais a busca e abriu os olhos.

    Pra mim fica assumido que além da coisa de corpos que dialogam com um vídeo, que pode ser a soma do registro de vida, ou mesmo, uma estética pseudo, de terceiros mundistas, encobertos de visual e insegurança, onde uns transparecem mais sua violência, outros a sua insegurança, com a desculpa de não ter formação pra isso, que tentam transgredir isso, mas que pode explodir e atacar, ou mesmo aquele outro que decidir ficar no contra e não tem argumentos pra defender… Se tudo isso for assumido vai ser vantajoso pros quatro.


    Responder
  8. L.H. disse:
    3 de abril de 2008 em 8:17

    adler, uhu!
    algumas coisas que vc coloca e que eu quero pontuar, e que vaipareceer justificativa.
    MAS NÃO É! è só pra esclarecer.

    > talvez eu nao saiba ainda como “não” externar em um texto a minha pessoalidade. Como é isso, me explica melhor? Sério mesmo.

    > não me posicionei diante de um “outro assunto mau resolvido”.
    Falei sobre o trabalho que vi, apresentado por vocês e sobre o que conversamos.

    E concordo exisem outras formas para que um texto seja claro e focado, MAS ELAS NAO FUNCIONAM AQUI. Me desculpa mas depois de dois anos posso chegar a essa “quase conclusão”. Então é FÓRMULA MESMO. É ESTRATÉGIA. Se tem atrito tem olhar.

    E pra mim não tem anda de pessoal e mal resolvido entre a gente. è só uma abordagem. Batman é só imagem pra incomodar entende? E te fazer me explciar com funciona o Rolling Stones (a proposito pensamos parecido sobre isso).

    Não disse em NENHUM MOMENTO que o Viva Tosco usa a estética organizada como desculpa pra qualquer coisa, ou encobertos pelo visual a tentativa de vocês beira o desleixo e o descaso… ISSO ÉINTERPRETAÇÃO SUA DO QUE EU ESCREVI E FALEI. E que bom! Porque te faz pensar, perceber e argumentar que realmente não é isso.

    questionei apenas se ….se..se ..se…se…veja bem, se vocês se deram conta que NAQUELE DIA se aproximou disso. E você disse: “mas qual o problema de ser Colcci,pode ser uma escolha não?”

    - Oxe nenhum adler! Mas acho que você e eu temos perspectivas diferentes de Colcci, me desculpe. Porque você “consegue” usar e eu não! Pra começar….

    Também achei a apresentação de domingo essencial. E fico feliz que meu texto tenha servido como disparador dessas colocações de vocês, porque senão tudo fica na mesa do sushi da pizza e aí sim….a gente não aprofunda a coisa como trabalho.

    Eu só queria mesmo era que a Jamila escrevesse sobre os tais 25%!


    Responder

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